Janeiro de 2010
Temas sugeridos: A transformação, o deixar-se fluir com a força da Grande Mãe.
Desta vez, Verão
Mês: Desta vez, Dezembro/Janeiro
Lua Lua Azul – dessa vez, Cheia em Câncer (31 de Dezembro de 2009)
Idade: Todas
A Transformadora: A Lua Azul, nos dois hemisférios, é dedicada à transformadora. Ela está no centro da Roda do Ano, interligando as outras fases da mulher. Ela é a fonte criadora e transformadora cujo nome não é conhecido mas intuído por todas nós. Ela é o útero da Criação. É o pote de sangue nas mãos de Kali. O Caldeirão de Ceridwen. É a regeneração cíclica da vida-morte-vida. Nesta matrix do universo, um ser torna-se outro e, ao mesmo tempo, permanece ele mesmo. A transformadora é atemporal: ela é o vácuo profundo e fértil em que a Mãe Negra volta a ser a Filha na ciranda da vida. Ela é de onde viemos e para onde retornaremos e é, ao mesmo tempo, o sangue que flui em nosso corpo por toda a nossa existência. Todas as vezes que passamos por uma grande mudança em nossas vidas que chega a revolucionar nossa própria identidade, nós estamos sob o olhar da Transformadora. Ela é aquilo que há de mais básico em nosso ser. É ela que nos faz saltar estágios de nossa vida e retornar a outros, tornando nosso caminho único e muito mais rico do que uma mera cronologia de arquétipos pode sugerir. Quando sentimos o impulso para a transformação, quando somos sábias além dos nossos anos e inocentes muito além de nossas infâncias, a Transformadora está sussurrando em nossos ouvidos. Nossa cultura moderna é viciada em mudança, mas teme transformações. É por isso que toda a mulher se beneficiará ao conhecer melhor a Transformadora e deixar que ela lhe leve em seus braços, pois ela nos dá a chave de nossa liberdade. A Transformadora vai muito além do nosso controle. Ela sorri quando prestamos atenção aos ritmos da Natureza, quando estando presentes no mundo que é o corpo da Deusa. Ela flui absoluta como a própria essência da vida. Ela é a tecelã dos sonhos proféticos e a mãe dos oráculos. Ela é a visão no transe. Ela é a cobra que muda de pele, a lagarta que se transforma em borboleta e é a própria Senhora dos Mistérios do Sangue. Ela pode usar como catalisadores o prazer, o desejo, o amor, o medo, a raiva ou até mesmo o tédio. Ela é a o portal do parto e da morte e aquela que nos ajuda através da noite escura da alma. Não importa o caminho, uma vez que nos rendemos à Transformadora, nunca mais seremos as mesmas e, no entanto, seremos nós mesmas como nunca antes em nossas vidas.
Sugestão de Deusas: Todas.
Sugestão Ritos de Passagem: Rituais de Dedicação e Iniciação em geral. Ritual de Dedicação Espiritual do livro O Legado da Deusa, de Mirella Faur.
Sugestões de Perguntas para Meditar com a Transformadora:
- Como a Transformadora se manifesta na Natureza a sua volta nesse momento?
- Como você manifesta a Transformadora na sua vida?
- O que você pode fazer para derrubar os preconceitos ( e os medos) patriarcais sobre a Transformação no mundo?
- No que um melhor contato com a Transformadora pode beneficiar as mulheres e o Sagrado Feminino?
- Você é/já foi a face da Transformadora? Quem foram as grandes Transformadoras da sua vida?
- Quais foram as maiores sabedorias que a Transformadora compartilhou com você?
- Você teme a transformação?
Inspirado no livro The Women’s Wheel of Life – Thirteen Archetypes of Woman and her Fullest Power, de Elizabeth Davis e Carol Leonard.



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